segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sempre fã do Deusdolar

Meu avô foi uma pessoa única. A começar pelo nome: Deusdolar. Às vezes eu achava que não combinava com ele. Porque uma das acepções da palavra “deus” tem a ver com uma entidade superior, que influencia ou governa o destino dos demais e deve ser seguido ou obedecido. E esse definitivamente não era meu avô. Meu avô não era autoritário. Mas era uma

autoridade em viver. Era alto astral. Nunca o vi criticando ou julgando o comportamento de alguém. Nunca o vi dizendo como alguém deveria viver sua vida ou resolver suas coisas. Não é que ele não se importasse com os demais, ou não tivesse crítica em relação às coisas, não era isso. Ele só não se metia. Ele vivia a vida dele e deixava que as pessoas fizessem o mesmo, de maneira que a gente não se sentia negligenciado, mas livre. Ele nunca precisou impor qualquer coisa, mas acabou sim influenciando muito.

Ficar parado o deixava angustiado. Tanto é que trabalhou a vida toda. Depois de aposentado da

companhia ferroviária, enquanto a saúde permitiu, foi pedreiro. E nessa época me lembro de como ficava claro que com ele não tinha tempo ruim: “Não deu certo isso aqui? Depois conserta na talhadeira”. Não sofria por antecipação, não fazia tempestade em copo d’água. Se o buraco ficava grande demais para o parafuso, completava a folga com palito de fósforo. Mesmo agora, já debilitado pelo agravamento dos problemas de saúde, ainda tinha o espírito brincalhão de chamar de “Lulu” a bolsa coletora de xixi, fazer amizade com as enfermeiras. Às vezes era difícil, porque ele sentia dor, passava mal, mas agüentava até onde pudesse antes de pedir ajuda.

Gostava de estar entre as pessoas – me lembro como agora, com o trabalho atual no museu do ferroviário, ele contava radiante quando os turistas puxavam conversa ou pediam para tirar fotografia com ele. Gostava de ir ao centro da cidade no sábado pela manhã, “bater perna”, ir à feira, tomar uma cervejinha, passar na lotérica. Ontem, vi a tia Sílvia envolver o queixo dele na mão direita dela, olhar para o rosto do meu avô e dizer: “Sapeca!”.

E essa foi uma palavra muito feliz. Meu avô era mesmo um sapeca. Animava ambientes com seus babados, suas histórias, suas cantorias. Aprontou muitas e boas. Deu trabalho para a família toda e isso só mostra o quanto era realmente querido, pois por mais preocupação que gerasse, todo mundo o adorava.

Em seus últimos anos, vira e mexe “desaparecia” e ia viver um pouco a vida à maneira dele, punha minha avó de cabelo em pé, torrava a grana, pirava o cabeção. E com essas também ensinou a gente que de vez em quando é preciso “ter um gosto na vida”. Se meu avô foi um deus (e ele foi), foi nesse sentido da palavra: aquele a que se devota grande veneração e afeição.

Que bom foi tê-lo por perto...



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Qual a melhor legenda para foto abaixo?



a) Cardume de (cabeças de) Bagres Urbanos

b) Dando com os burros NAGA

c) hihihihihi

d) "Todos caem, mas apenas os fracos continuam no chão" Bob Marley

e) Nunca serão!

...



"Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo.


Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo."


-- Fernando Pessoa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Entregue às traças

Assim está o blog... Sem tempo para mais nada. Não é fácil não.

(e sei lá se isso é um traça. sem tempo tb de procurar melhor.)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O pássaro azul


Hoje, respondendo uma pergunta no facebook, me lembrei de um filme sobre o qual não pensava há anos: o pássaro azul. Era tão pequenininha quando assistia e o enredo é tão fantástico que me lembro de, anos depois, ficar em dúvida se o filme realmente existia ou se foi um sonho. Também me lembro que, mesmo tão criança, me emocionava quando os protagonistas do filme encontravam os avós, já falecidos. Me deu vontade de rever....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Eu vou levando a vida e a vida me levando

Como é difícil viver pela metade...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010